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- 25/02/2014
Entrevista com Osmar da Gaita fala sobre carreira, família e seu novo DVD
“Seja bem vindo à minha humilde residência”. Com essa frase, e o carinho que lhe é peculiar, fui recebido na casa do grande artista jardinense e amigo, Osmar da Gaita, em uma tarde em que o Rei Sol brilhava no firmamento, e dava a ideia de que o nosso bate papo teria que ser regado a um bom tereré gelado. Em uma conversa bastante descontraída, ele falou um pouco sobre sua vida, sua família, sua carreira, suas presenças marcantes em centenas de eventos que já participou...

P.A.: Osmar, conte para os meus leitores um pouco da sua origem...
Osmar da Gaita: Bom... meu pai é gaúcho da cidade de São Borja e minha mãe é sul-mato-grossense, da cidade de Bela Vista e por isso sempre brinco que sou a mistura do chimarrão com o tereré. Sempre digo também que sou o mais jardinense dos belavistenses, pelo fato ter nascido e registrado no município de Bela Vista, mas nunca morei lá. Vim da fazenda com meus pais aos sete anos de idade e desde então resido aqui até hoje.

P.A.: Podemos dizer então que você é um jardinense de Bela Vista?
Osmar da Gaita: Essa é uma definição que eu gosto. Quando canto em Jardim e digo que sou belavistense as pessoas estranham, e a mesma coisa acontece quando canto em Bela Vista e digo que sou de lá. Nunca neguei ser bela-vistense, pois tenho bons amigos lá. Tanto é que por ser nascido naquela fronteira, foi a cidade que escolhi para me casar. Confesso que sou super privilegiado morando aqui em Jardim, principalmente por saber que vou ser agraciado este ano com o título de “Cidadão Jardinense”, honraria oferecida pelo meu amigo e vereador Professor Serginho. Vou ser agora um jardinense de coração e de direito. Amo muito esta cidade. Escolhi Jardim para escrever minha história e criar minhas filhas.

P.A.: Já que você tocou no assunto Família, conte-nos um pouco sobre ela...
Osmar da Gaita: Sempre digo que minha família é minha inspiração. A Marilvani (Vaninha) é uma esposa maravilhosa. Linda, carinhosa, companheira, incentivadora e uma mãe exemplar. Minhas pequenas Thâmily (8 anos) e Thaliny (2 anos) são meu orgulho e me encantam todos os dias. Não gosto de viajar sem minha família, mas quando tenho que sair sozinho, adoro quando no meu retorno encontro as três mulheres da minha vida me esperando de braços abertos.

P.A.: Osmar, hoje o seu talento é reconhecido em todo Estado e até mesmo fora dele. Fale um pouco de sua trajetória...
Osmar da Gaita: Deus me presenteou com o dom da música. Digo isso porque sou autodidata, pois nunca tive um instrutor e mesmo assim aprendi a tocar dois instrumentos simultaneamente, violão e gaita de boca. Minha mãe, dona Bebiana, “rasqueia” bem um violão e meu pai sempre gostou muito de música. Na minha infância, quando meu pai chegava ao anoitecer da roça, cansado, depois de um dia inteiro de trabalho, eu sentava em seu colo e pedia para ele cantar uma música. Ele cantava para mim “Tordilho Negro”, música que sempre que canto dá um nó na garganta de emoção. Assim, comecei ainda criança, tocando apenas violão em festinhas familiares. Na adolescência minha musicalidade começou a ser vista na Escola Cel. Pedro José Rufino onde estudei e também nas missas que animava na Catedral Nossa senhora de Fátima, aqui em Jardim. Mas foi na juventude que veio o reconhecimento, quando comecei a tocar gaita de boca e participei de alguns festivais de música.

P.A.: Li uma reportagem sobre você, cujo título era, “Osmar da Gaita, um vencedor de festivais”. Por que esse reconhecimento?
Osmar da Gaita: Comecei participar de festivais de música quando estudava. Fui eleito o Melhor Intérprete e 2º Melhor Instrumentista do 1º Festival Estudantil da Canção de Jardim, no ano de 1989. No ano seguinte, fui o vencedor da Festival de Novos Talentos, na cidade Guia Lopes da Laguna. Participei três vezes do Festival da Viola de Jardim, sendo que conquistei o 3º na primeira participação, 2º lugar na segunda e venci no ano de 2006. No ano de 2007 venci as eliminatórias municipal e regional do Festival Viva MS, e representei a região Sudoeste na Gravação de um DVD em homenagem aos 30 anos do Mato Groso do Sul, com a música “Eu sou daqui”, de minha autoria. Em 2013 participei do Festival da Música Sertaneja Raiz, na cidade de Anastácio, com a música “Convite sul-mato-grossense”, sendo eleito o melhor entre 20 participantes.

P.A.: Osmar da Gaita já foi alvo de inúmeras homenagens. Quais foram esses tributos recebidos?
Osmar da Gaita: São momentos de minha vida que me deixaram muito felizes. Acredito que é o reconhecimento de um trabalho que faço com muita dedicação e amor. Recebi várias moções de Congratulações e Aplausos da Câmara de Vereadores de Jardim. O Colégio Dom Bosco e a Escola Municipal Castelo Branco, além de prestigiar sempre meu trabalho também fizeram homenagens. Em 2012 recebi a medalha Tom do Pantanal Arara Azul, da Assembleia Legislativa, oferecida pelo deputado Márcio Monteiro; em 2013 fui homenageado pela Revista Via Pantanal, como destaque da música no Sudoeste; mas a maior homenagem que um artista pode ganhar é o reconhecimento do seu público, e isso graças a Deus eu recebo, principalmente em forma de abraços, carinho e palavras elogiosas.

P.A.: Osmar, nós sabemos das dificuldades que a maioria dos artistas enfrentam para sobreviverem do seu talento. Com você explica a aceitação de seu show e essa crescente conquista em sua carreira?
Osmar da Gaita: Penso que vários fatores levam a este resultado. Eu tenho um estilo musical próprio, não imito ninguém. O fato de eu tocar dois instrumentos ao mesmo tempo e cantar, também é um incentivo a esta aceitação. Eu sei que o estilo musical que eu escolhi não é o que está na moda no Brasil, pois Pop Universitário é o hit do momento. Mesmo assim consigo me destacar com muita animação e principalmente fazendo com que o público faça parte do show que estou realizando. Não faço questão nenhuma de aprender essas músicas que tocam dois, três meses nas rádios e são esquecidas. Hoje a maioria se preocupa mais com o ritmo do que com a letra, fazendo com que as músicas tornem-se passageiras, sem raiz. Apesar das críticas que às vezes recebo, prefiro ficar com as minhas eternas “Saudade de minha terra” e “O menino da porteira”, meus fronteiriços chamamés, as gaúchas nativistas, principalmente meu sertanejo raiz e minha música regional sul-mato-grossense.

P.A.: Sobre futuro artístico, o que o Osmar da Gaita espera?
Osmar da Gaita: Eu sempre “tive os pés no chão” tratando-se da música. Tudo está acontecendo naturalmente, pois tenho apoio de muitos amigos que acreditam no meu trabalho. Além da música, sempre tive um trabalho paralelo. Já trabalhei com vendas de peças na Cijal, na redação do Jornal Tribuna Popular e doze anos de minha vida fui representante comercial de algumas empresas. Hoje estou encarando um novo, grande e prazeroso desafio. À convite do prefeito de Jardim, Erney Barbosa, assumi a direção do setor de Comunicação Social da Prefeitura. O Erney e a Jakeline são amigos a muito tempo, gostam muito de meu trabalho musical e sou admirador de sua carreira política. Faço parte com muito orgulho desses “Novos Tempos” que Jardim está vivendo. Na música, o meu sonho é que meus familiares, amigos e as pessoas de Jardim conhecessem e admirassem meu trabalho, e isso graças a Deus está acontecendo acima de minhas expectativas. Então vou seguindo assim, “Caminhando, cantando e seguindo a canção”...

P.A.: Fale sobre os CDs que você já gravou e o DVD que lançou recentemente...
Osmar da Gaita: Gravei dois CDs e um DVD ao Vivo. São trabalhos simples e independentes, que não são vendidos em lojas. Gravei os CDs acústicos, em estúdios de amigos, apenas para divulgar meu trabalho. Até mesmo o DVD que gravei ao vivo em Jardim, foi trabalhado desta forma, com profissionais daqui de Jardim. Fiquei muito feliz com o resultado desse novo trabalho. Gravei um DVD na minha cidade, com amigos assistindo e outros dividindo o palco comigo. Lá estiveram, João Haroldo Chamamezeiro, Neno di Souza, Luís da Viola, Murilo Kuhnem, Luís Nascimento, Fermino Rouny, Guelry Ocamos, Muriel Pantaneiro, Karoline Rios e a dupla Rosy Firmo e Jorge Alarcon, grandes amigos e artistas que compartilharam comigo esta noite especial.

P.A.: Todo artista que se preze tem um contato para agendamento de shows. E do Osmar da Gaita, qual é?
Osmar da Gaita: O meu telefone é (67) 9917-2021. Tenho também um site onde divulgo meu trabalho: www.osmardagaita.com.br. E-mail: osmardagaita@hotmail.com, e quem procurar por Osmar da Gaita no Facebook, vai encontrar.

P.A.: A sua mensagem final aos nossos leitores e amigos que compartilham desse sucesso chamado Osmar da Gaita...
Osmar da Gaita: Gosto muito de um trecho da música de Gonzaguinha e quero dedicar com carinho a todos que dedicarão um momento de seu tempo para ler esta reportagem - “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar, cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz”. Obrigado a todos. Que Deus esteja sempre presente em nossas vidas.

Fonte: Paulo Abílio

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