Documento sem título
 
Buscar notícia:
 Colunas
- Página Principal  
- Charge do Dia  
- To de Olho  
- Classificados  
- Espaço Aberto  
- Informática  
- Papel de Parede  
- Piada do Dia  
- Parabólica  
- Bancos  
 Links
- Busca  
- Esportes  
- Email Gratuito  
- Horóscopo  
- Notícias  
- Facebook  
- Portais  
- Sites Uteis  
- Wikipédia  
- You tube  
 Serviços
- Boletim Pecuário  
- Configura Email  
- Downloads  
- Fale Conosco  
- Meu IP  
Tempo
Webmail
Destaque Social
 
- 21/08/2014
As chances de cada candidato(a)
Do Gaudêncio Torquato na coluna Porandubas Políticas:

"Este consultor aproveita a coluna de hoje para tentar explicar quais as chances e possibilidades de cada candidata (o) à presidência da República, levando em consideração seus pontos fortes e seus pontos fracos. Faço este exercício procurando uma dose de equilíbrio, sem torcer para A ou B. Vamos adiante.


Como o eleitor escolhe

Mostremos, primeiramente, qual o processo que baliza as escolhas dos eleitores. É comum se dizer que o eleitor escolhe por instinto. A palavra é essa mesma. Mas poucos se dão conta da extensão de seu poder. Expliquemos. O ser humano age por meio de quatro instintos, dois ligados à preservação do indivíduo e dois ancorados na conservação da espécie. Os dois primeiros são : o instinto combativo e o instinto nutritivo. O combativo refere-se à luta do homem para sobreviver, enfrentando a natureza, os dissabores, as adversidades que se apresentam nos múltiplos espaços da vida cotidiana. O impulso nutritivo o joga na procura do alimento, que supre seu corpo. Sem alimento, o homem definha.


BO+BA+CO+CA

Por isso mesmo, criei a equação que está por trás da decisão do eleitor: BOlso cheio, geladeira cheia, BArriga satisfeita, COração agradecido, CAbeça decidindo votar em quem viabilizou o suprimento de alimentos. Dito isto, poderemos abrir o cenário das candidaturas. Começando com a pergunta: qual o perfil mais próximo à geladeira? Marina, Dilma ou Aécio?


Dilma, a favorita

Se a resposta levar em consideração este pano de fundo, não há dúvida : Dilma Rousseff ainda é a favorita. E onde reside a explicação? Bolsa Família e outras bolsas. O eleitorado, principalmente o das margens - Nordeste, Norte, Centro Oeste - tende a decidir na direção de quem lhe proporciona esse pacote de benefícios. O que é mais vantajoso? Apostar no certo ou no incerto? O eleitor tende a apostar no que lhe parece mais seguro. O que pode ameaçar Dilma? O bolso mais vazio em outubro. E isso se dará se a inflação de alimentos esvaziar a cesta básica. Inflação e desemprego são as duas maiores ameaças à reeleição da presidente.


Aécio sinaliza esperança?

Carrega o senador mineiro uma bagagem de jovialidade, animação, disposição, determinação. Sai de um Estado, MG, que é o segundo maior colégio eleitoral do país: 16 milhões de votos. Fez ali uma boa gestão. Tanto ele como seu sucessor, Antonio Anastasia. Conta com o apoio dos tucanos paulistas, a partir do governador Geraldo Alckmin, que continua exibindo confortáveis índices de intenção de voto: 55%. Conta com o apoio de José Serra, candidato a senador, e de Aloysio Nunes Ferreira, senador, candidato a vice em sua chapa. E com o apoio de Fernando Henrique, prestigiado ex-presidente da República. Aécio terá um voto forte no Sudeste (*SP, MG, RJ). Mas se a economia não cair no despenhadeiro, não conseguirá ultrapassar Dilma.


Marina, a emoção completa

O eleitor tende a se identificar com a alma sofrida. Dá um voto farto em quem padece, sofre. A morte trágica de Eduardo Campos comoveu e comoverá, por um bom tempo, os corações brasileiros. Marina já tinha um capital eleitoral próprio. Chegou a ter, em abril deste ano, 27% de intenção de voto. Eduardo Campos tinha cerca de 12%. Marina, agora, chega aos 21%. Mas não tirou voto de Aécio e de Dilma, que continuam, segundo a última pesquisa Datafolha, a ter, respectivamente, 20% e 38%. Portanto, Marina puxou votos do cordão dos indecisos, nulos e brancos. Seu eleitorado maior é composto por jovens de classe média e bem escolarizados.


As ondas emotivas

As ondas emotivas deverão, isso sim, abrir a visibilidade de Marina, que terá dois minutos apenas de TV e rádio na programação eleitoral. Dilma terá mais de 10 minutos e Aécio, 4. Nos spots publicitários - aqueles foguetinhos que se ouvem ao longo do dia - Dilma pipocará. Será uma dose e tanto de comunicação. É razoável supor que, lá para os meados de setembro, as ondas emotivas refluam e o perfil mais denso de Dilma e Aécio aumentem seus cacifes. A não ser que, até lá, novas ondas emotivas sejam criadas para empurrar o voto de coração em Marina, sob o sorriso aberto e os olhos azuis do Eduardo, escancarados em grandes cartazes. As novas ondas? Sim, ondas formadas pela participação comovida de dona Renata e seus cinco guerreiros, os cinco filhos vestidos com camisa amarela.


E a rejeição a Dilma?

Dilma enfrenta quase 40% de rejeição no maior colégio eleitoral do país, SP. Essa é sua grande ameaça. Eliminará a rejeição? Parcela, sim. A intensa propaganda eleitoral acabará modulando sua imagem, tirando excessos aqui e ali e formando uma composição menos negativa. Se conseguir chegar aos 18% de rejeição, alcançará índice razoável. É o que deve acontecer.


E Marina no nordeste?

Pois é, Eduardo Campos registraria um bom crescimento na região nordestina, na esteira da colagem de seu perfil às demandas regionais. Será difícil para Marina garantir a adesão maciça do eleitorado nordestino. Este consultor aposta mais na hipótese de que Dilma acabará consolidando sua imagem na região.


E o Triângulo das Bermudas?

SP poderá dar uma boa maioria a Aécio Neves. Urge lembrar que Dilma ainda está na frente neste Estado. Mas a tendência é que Aécio Neves saia de Minas e de SP com uma boa maioria, capaz de diminuir a folgada maioria que Dilma terá no Nordeste. O RJ dividirá bem os votos, eis que os partidos, a partir do PMDB, fazem campanha para Dilma e Aécio. Os marineiros do Rio também formam um bom contingente."

Fonte: Blog do Marco Eusébio

Webmail
Publicidade
Enquete


© Todos os Direitos Reservados - ECONET - 2002 - 2007