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- 09/03/2010
Adolescente dá à luz gêmeas siamesas no HR em Campo Grande
As meninas nasceram prematuras, com apenas 31 semanas de gestação
Uma adolescente de apenas 14 anos de idade deu à luz na sexta-feira passada (5) gêmeas siamesas (xifópagas), no Hospital Regional, em Campo Grande. As meninas nasceram prematuras, com apenas 31 semanas de gestação, quando o normal seria 40 semanas.

As gêmeas estão unidas pelo tórax e abdômen. Elas estão internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Pediatria do hospital e já foram submetidas a um ecocardiograma e a uma tomografia, que constataram que elas possuem apenas um coração e compartilham a mesma bexiga, intestino e até o mesmo o umbigo.

Neste domingo elas fariam uma ressonância magnética e uma cintilografia, para avaliar até que ponto chega a união de seus vasos sanguineos.

Segundo o médico intensivista e plantonista do CTI da Pediatria, Sandro Trindade Benitez, O quadro e saúde das gêmeas é estável e neste momento a prioridade de toda a equipe é garantir a sobrevivência delas, já que são prematuras, deixando para um momento futuro a questão da separação.

“É uma situação muito delicada por conta do compartilhamento de órgãos. Não gostaria de estar de plantão quando essa decisão tiver que ser tomada. Mas neste tipo de caso, geralmente se escolhe a criança mais viável, aquela que tem maior possibilidade de sobreviver, ou deixa-se elas viverem assim pelo maior tempo possível”, comenta.


Caso raro

Benitez explicou que a gestação de siamesas é um fenômeno muito raro com a incidência de casos de um para cada 250 mil crianças nascidas vivas. Ele disse que a mãe fez todo o seu pré-natal no hospital, sendo acompanhada por vários médicos, e que desde o primeiro exame de ultrassom já havia sido identificado que eram gêmeas xifópagas.

O médico diz que o fato dos bebês nascerem unidos ocorreu por uma má formação, em que durante a gestação o embrião demorou a se dividir, fazendo com que partes do corpo e órgãos fossem formadas conjuntamente.

Ele diz que as crianças nasceram prematuras porque a mãe entrou em trabalho de parto. “Inicialmente os médicos tentaram inibir o parto, através de medicamentos, mas como não foi possível, acabaram realizando a intervenção”.

“Esse é um caso muito raro. Primeiro por ser de gêmeas siamesas, depois porque os bebês sobreviveram e o terceiro e que além de compartilharem o mesmo coração, esse coração apresenta várias más formações, com elas compartilhando o mesmo ventrículo, o mesmo átrio e várias câmaras”, conclui o médico.

A mãe das crianças passa bem e teve alta do hospital no fim da tarde deste domingo.

Fonte: TV Morena

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